sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Feliz Consumo!



Natal é festa capitalista!

Piscam as lindas luzes
Brilham os ambiciosos olhares
Linda época que chegou,
Afinal o marketing funcionou!

Está tudo a favor!
O décimo terceiro se adiantou,
E ao comécio, capacidade total se empregou

Sorria! É a festa do consumo!
As cifras se somam
E todos se amam!

Um comprou e mostrou
O outro viu e gostou
E o povo gastou, gastou.

A criança diz “eu quero”,
O pai diz “já tem”
A mãe divide em quatro vezes
E começa pagar ano que vem

Alguns explorados, mas todos felizes!
Afinal, o que é o natal?
Natal são presentes, amigos e alegria...

Janeiro vem dividas, credores e agonia.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nossa vida em poucos verbos

Pegue sua mochila
Deixe de lado este auê
Pegue um cerveja ali esquina
Deixa eu devorar você

Corra até a mim
Perca todo o medo
Corro até ti
Perco-me em teus beijos

Prenda sua respiração
Solte seu espirito
Prenda-me com tuas mãos
Solto-me em ímpeto

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mudando o rumo da história


Eles correm, eles correm demais
Sem olhar em volta
Sem olhar para trás

Se pensar que é loucura, entenderei
Mas em pensar nesta clausura, não me renderei

Ainda vou viver meu mundo
Observando tudo
Estou cansada da ânsia, da pressa do futuro

Não entendo porque
Como a maluca que sou não posso viver
Porque tenho que ser igual e sempre correr,
Sempre esconder o essência do meu próprio ser

Sou uma nação de um pessoa só
Me sinto só
De tanto fingir, meus desejos viraram pó

E se quiser um currículo rico em sensações?
E se me formar na ciência das emoções?
E se trabalhar na minha paz interior?
E se quiser morar neste meu sublime torpor?

E só assim,
Jamais deixaria minha vida perder a cor.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Evolução Retroativa


O que podemos esperar depois de tudo isso?
Depois de tanto sangrar e repirar fumaça
Somos hoje uma expectativa reversa
Uma humanidade de mentes perversas

Os olhares estão vazios, os corações partidos
A esperança se foi com o temporal
O orgulho se feriu com a esmola mensal

Somos uma legião de robôs
Fazendo tudo o que nos mandam fazer
Sendo tudo o que querem que sejamos
Submisos sempre quietos aceitando,
Sorrindo e acenando

O sistema nos obriga a ser alguém que não somos
Identidades destruídas por eterna lavagem cerebral
Vivemos uma evolução retroativa
Valores perdidos, atitudes passivas.

A mídia manda, E amigo avisa
Atenção! Não se iluda
Mas alheio interessa
E nossa vida Deus que cuida.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Por mim mesma



Por favor, deixe-me ser assim desligada de tudo
Não me confunda com meias verdades
Nem com completa falsidade
Deixe-me inquieta assim no meu próprio escuro

Deixe-me comigo
A minha vida vou aprendendo cada dia mais
Por mim mesma, sozinha comigo mesma
Só não me leve a deixar tanta vida para trás

Não prenda-me
Não priva-me
Não diga que é isso e ponto final
Não me compare com o que seria ideal

Perdoa-me se preocupo
Perdoa-me se não sou o que espera de mim
Sei o espaço que em você ocupo
Mas não preocupe-se tanto, estou bem assim

Não. Nunca deixo de lembrar do que de fato importa
Sei o que pensa, sei o que por mim suporta
Não quero que tema mas nem que me roube a liberdade
E saiba, o que parece rebeldia é pura sensibilidade.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Turbilhão Particular

É assim como o toque a eriçar minha pele
Me perco em loucos pensamentos inevitáveis
Inevitáveis como meus sentimentos instáveis

Um vai-e-vem de coisas e pessoas sem encaixe algum
São meras memórias, apenas desejos comuns
Busco refugio em meu peito fechado
É tudo meio lúdico, meio tolo, meio errado

A noite chega com a vertigem sem sentido
E sentindo, digo para mim o que não quero ouvir
O que sei bem no meu íntimo como deveria agir

Mas se me entorpece aquele olhar lascivo
Sutilmente perigoso tornou-se um vício
Impossível fazer diferente
Impulsiva a me lançar de forma latente

Mas me diga quem irá julgar alguém que vive de devaneios
Se foi deles que me fiz e de todos os meus maiores anseios
Se nada sei sobre mim mesma ou coisa alguma,
E mesmo duvidando que de duas vidas se faz uma

Questiono-me como tanta saudade pode me habitar
E por quanto tempo tudo isso pode durar
Perdoa amor se por medo deixei de lhe falar
Perdoa se fiz de meu turbilhão particular o teu lar.

domingo, 26 de junho de 2011

Os (Ir)racionáis


Tensão presente
Em forma de segurança criou sua prisão
Tornou-se dela dependente
Deixou que se acomodasse a alienação

Em um ar viciado tenta respirar
Na eterna corrida tenta se encontrar
Nunca olha pra si mesmo
E quase sempre paga o preço

Passa pela vida sem entender que dela é mero discente
Pensa que das outras espécies é diferente
Mas humano é bicho teimoso
E ainda não aprendeu a lidar com a própria mente.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Prioridades



As paredes não os sufocam mais
A rotina não lhes tira a paz
O cinza não entristece
As buzinas quase não aborrecem

Comem poluição, assistem a destruição
Fingindo não ver, fingindo não saber, achando que não têm nada a ver
Sentem-se livres por poderem ir e vir
Mas desconhecem a liberdade que faz a alma sorrir

Vivem sem cor nem tom, vivem sem arte
Sem calma nem som
Mal vivem de verdade
Muitos até sem vontade

Não fazem o que gostam
Da vida não gozam
Os olhares das crianças nem notam
Para os pássaros nem olham

Ainda chegará o dia em que procurarão no mundo uma razão
Na cabeça tudo, quase nada no coração
A ausência de vida provará que tudo terá sido em vão.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nada é como antes

Todo mundo é igual
O diferente tem um charme especial
Tudo o que é consciente é legal
O que era preconceito hoje é normal
O que antes oprimia hoje é ilegal
A tecnologia é vital
O câmbio é sequencial
A TV é digital
O vídeo é viral
Internet como nosso quintal
Informações como roupa no varal
O íntimo numa casa de vitral
Expressar sentimentos é banal,
Mas Saiba...
Te sigo na Rede Social ;)

POESIA SEM RAZÃO

  Não sou uma poetiza comum e que isso não se entenda como um mérito ou arrogância sou uma poetiza especializada em poemas sem razão não enc...