terça-feira, 31 de maio de 2011

Prioridades



As paredes não os sufocam mais
A rotina não lhes tira a paz
O cinza não entristece
As buzinas quase não aborrecem

Comem poluição, assistem a destruição
Fingindo não ver, fingindo não saber, achando que não têm nada a ver
Sentem-se livres por poderem ir e vir
Mas desconhecem a liberdade que faz a alma sorrir

Vivem sem cor nem tom, vivem sem arte
Sem calma nem som
Mal vivem de verdade
Muitos até sem vontade

Não fazem o que gostam
Da vida não gozam
Os olhares das crianças nem notam
Para os pássaros nem olham

Ainda chegará o dia em que procurarão no mundo uma razão
Na cabeça tudo, quase nada no coração
A ausência de vida provará que tudo terá sido em vão.

POESIA SEM RAZÃO

  Não sou uma poetiza comum e que isso não se entenda como um mérito ou arrogância sou uma poetiza especializada em poemas sem razão não enc...