Eles correm, eles correm demais
Sem olhar em volta
Sem olhar para trás
Se pensar que é loucura, entenderei
Mas em pensar nesta clausura, não me renderei
Ainda vou viver meu mundo
Observando tudo
Estou cansada da ânsia, da pressa do futuro
Não entendo porque
Como a maluca que sou não posso viver
Porque tenho que ser igual e sempre correr,
Sempre esconder o essência do meu próprio ser
Sou uma nação de um pessoa só
Me sinto só
De tanto fingir, meus desejos viraram pó
E se quiser um currículo rico em sensações?
E se me formar na ciência das emoções?
E se trabalhar na minha paz interior?
E se quiser morar neste meu sublime torpor?
E só assim,
Jamais deixaria minha vida perder a cor.
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